Consultoria lista melhores empresas para trabalhar na AL
Os europeus de renda
média têm direito a quase dez dias a mais de férias que os trabalhadores dos
Estados Unidos. Essa é uma das conclusões de uma pesquisa da consultoria Mercer, que analisou o número de dias de férias que as
companhias europeias dão às suas equipes, assim
como o número de feriados nacionais em cada um dos países.
O estudo revela que a média dos dias de folga nos países da UE é hoje de 34,4
dias, comparado aos 25 dias nos Estados Unidos. No total, os trabalhadores na
Lituânia são os que possuem o maior número de dias de folga: 41 por ano.
França e Finlândia vêm empatadas na sequência, com
40 dias por ano.
"Na Europa, o tempo livre é sacramentado por
lei, então os empregadores são forçados a contratar mais gente para cobrir as
lacunas", diz Matthew Hunt, diretor da equipe internacional da Mercer. "Os EUA têm uma visão diferente; o foco é
manter a produtividade."
Os americanos podem até tirar menos férias, mas eles são realmente mais
eficientes do que seus colegas europeus? Os números do PIB por horas
trabalhadas revelam que algumas partes da Europa ainda são pelo menos tão
produtivas quanto os EUA, se não mais, mesmo com mais dias de folga por ano.
MENOS TRABALHO
O grupo dos países com maior produtividade inclui algumas das menores nações europeias. No topo estão Bélgica, Holanda e Luxemburgo,
cujo desempenho supera o dos americanos, com base no critério de PIB por
horas trabalhadas/ano. De acordo com a Organização para Cooperação e
Desenvolvimento Econômico (OCDE), Bélgica e Holanda, que têm respectivamente
30 e 28 dias de férias por ano, são quase 2% mais produtivas do que os
Estados Unidos. E Luxemburgo, que tem um setor financeiro altamente
competitivo e 32 dias de férias por ano, é assustadoramente 27% mais
eficiente.
Mesmo a França prova que tem condições de competir com a produtividade
americana. Ao colocar o foco em manufaturas de alto valor, como os produtos
da Louis Vuitton, a França é apenas 2% menos
produtiva que os EUA, com base na metodologia da OCDE. Isso ocorre a despeito
de os franceses tirarem 40 dias de férias por ano, e trabalharem, em média,
37 horas por semana.
E na Alemanha, a maior economia da Europa, a produtividade está apenas 7%
aquém da americana, em razão da indústria voltada à exportação. Os alemães
também trabalham cinco horas a menos por semana do que os colegas americanos, tiram cinco dias a mais de férias por ano e têm uma taxa
de desemprego quase dois pontos porcentuais abaixo da estatística dos Estados
Unidos.
Mark Scott, DER SPIEGEL
O Estado de S.Paulo
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