Fracionamento é alternativa para casa de veraneio
Fracionamento é alternativa para casa
de veraneio
Sistema que divide imóvel em cotas
chega ao Brasil aliando investimento imobiliário e férias de luxo
Um jeito diferente de comercializar
imóveis passou a ser adotado no Brasil desde o ano passado.
Trata-se do sistema fractional, ou seja, venda fracionada, já
bastante difundido nos Estados Unidos, México, Canadá e
Europa. Aplicado em condomínios
residenciais de alto padrão, o novo sistema tem o intuito de facilitar o acesso
ao imóvel
de veraneio, porém com a promessa de ser um
investimento mais inteligente.
Afinal, quando se compra uma casa de
praia ou de campo é preciso arcarcom100% de todas as despesas de manutenção
e impostos. E segundo apontam
especialistas, o índice médio de utilização ao longo do ano não ultrapassa os
10%.“Nesse sistema,
a pessoa compra uma fração próxima ao
índice médio de utilização e paga um valor condizente com a proporção
adquirida”, destaca o diretor comercial
da Eko
Arquitetura e Construção, que em agosto
do ano passado lançou um condomínio de luxo dentro desse padrão, Mauro Fabbroni.
OItacaré Paradise,
localizado na cidade de Itacaré, litoral sul da
Bahia, conta com oito casas, sendo seis de três suítes e 212 m²
e duas de quatro suítes
com 252 m².
Ao todo, cada unidade será vendida em 12 frações, cujo valor pode chegar a R$
198mil. De acordo com Fabbroni, cada fração dá o
direito
do proprietário usar a casa por 4
semanas durante o ano.
“Trata-se de um sistema que alia férias de luxo
e investimento imobiliário”, afirma Gilberto Nesvlinger,
superintendente comercial do Aguativa Golf Resort,
um complexo turístico de quatro
estrelas, localizado em Cornélio Procópio, a 45 km de Londrina, no Paraná.
Nesvlinger diz que até agosto deste ano
serão entregues as primeiras três casas,
das dez que serão construídas dentro do resort e que integram o projeto Aguativa Priviège. Serão
residências
de alto padrão,com capacidade para até 8 pessoas e valor aproximado de R$ 1
milhão, que serão comercializadas em dez frações, com valor em torno deR$
100 mil cada. “Cada proprietário
poderá usufruir do imóvel por um período total de cinco semanas por ano”,
explica.
A comodidade e o conforto são os
pontos fortes desses empreendimentos. OItacaré
Paradise, por
exemplo, terá todos os serviços de um hotel cinco estrelas.
O objetivo, segundo Fabbroni,
é proporcionar descanso total ao proprietário,que não precisará
se preocupar com
a manutenção periódica do imóvel
Ou com serviços diários como lavar
louça, arrumar camas, limpar a casa, etc. O mesmo é oferecido no Aguativa Privilège, que, segundo Nesvlinger, conta com
uma ampla equipe de funcionário para
cuidar dessas tarefas.
“O proprietário irá desfrutar de cinco semanas de
descanso total, sem ter que se preocupar com rotinas inerentes a uma casa de
veraneio comum”, diz.
É claro que toda essa paparicação tem seu preço. Para ter todos esses serviços
disponíveis, os proprietários desembolsarão uma quantia mensal na
faixa dos R$ 600 no Itacaré
Paradise e R$ 700 no AguativaPrivilège,
valor esse que os empresário julgam vantajoso diante das vantagens do pacote:
“O
custo de estadia para 8 pessoas num
resort de alto padrão, durante cinco semanas, sairá no mínimo três vezes o
valor das mensalidades”, frisa Nesvlinger.
“Se levarmos em conta o padrão do
condomínio e a quantidade de serviços, é mais barato que ter uma casa no
Guarujá”, completa Fabbroni.
Não ficar preso ao imóvel é outro
atrativo do sistema. Graças a uma parceria com a The Registry Collection ( TRC),um produto da
RCI Group, empresa especializada
em intercâmbio de férias, o comprador
de uma das frações pode trocar as semanas a que tem direito por outra em
qualquer empreendimento afiliado ao programa.Ao todo, são
mais de 100 empreendimentos espalhados
ao redor do mundo.
“Caso não queira passar suas férias
no Brasil, o proprietário pode escolher passar o inverno em Aspen
(Canadá) ou visitar a Toscana (Itália) no período da
colheita do trigo”, exemplifica Fabbroni.
O diretor geral da RCIgroup no Brasil, responsável
por inserir o conceito do fractional no País,
Alejandro Moreno, crê que o modelo tenha muitas chances de se expandir no
Brasil.“
É uma opção acessível para quem quer
uma casa de veraneio de alto padrão mas não quer se descapitalizar”, diz.
“Sem contar que você faz um
investimento imobiliário que lhe proporciona um intercâmbio internacional.”
Moreno diz que, além dos empreendimentos da Bahia e do Paraná, a empresa
está buscando parcerias para novos
projetos no Rio de Janeiro e Pernambuco.
DE OLHO NO CONFORTO
Frequentador assíduo de resorts, o empresário Waner Labigalini logo reconheceu
as vantagens de possuir uma fração de casa nesse sistema. Recentemente, Labigalini adquiriu por
menos de R$ 100 mil uma cota em um imóvel
do Aguativa Privilège, no
Paraná.“O fato de entregarem o imóvel mobiliado e de oferecer todos os serviços
de um hotel é um diferencial”,diz.
“Eu tenho uma casa de praia e sempre
que vou para lá não descanso completamente, pois sempre há algo para fazer em
termos de manutenção”.
O empresário frisa também a
possibilidade de retorno financeiro que o empreendimento pode trazer: “Se eu
não quiser usar minhas semanas posso alugá-las para outra família e o resort
cuida de todo esse processo. Além disso, o fato de poder trocar minhas semanas para viajar para
outros lugares, fora do Brasil e com o mesmo conforto é outro ponto positivo”
Leandro Costa
ESPECIAL PARA O ESTADO
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