Line $ Invest - Fundos Line $ Invest - Ações Line $ Invest - Tendências Line $ Invest - Notícias

Email:
Senha:
* Esqueci minha senha ?
* Cadastre-se

Saúde Financeira
Financenter Serviços
Nosso programa visa elevar a qualidade de vida dos funcionários e aumentar o lucro da empresa

Avaliação Financeira

G R Á T I S



Dr. Previdência        

Taxas dos
empréstimos
Veja a evolução da taxa dos principais tipos, nos últimos 12 meses

Planejamento
Financeiro

O que é?
como fazer?


Reclamações
ranking out/09
Veja os bancos mais reclamados


Previsões
para 2009 e 2010
Veja as projeções para os principais indicadores econômicos


Fundos de Investimentos

Veja a rentabilidade e a evolução do patrimônio até out/09

Invertia        
FINANCENTER Serviços
Planejamento Financeiro
Calculadoras
Investimentos
Empréstimos e Financiamentos
Indicadores Financeiros
Novidades no Financenter
Guia Profissional
Ranking
Dicas
Previdência
Cartões de Crédito
Imóveis
Consumidor
Notícias
Anuncie
Fale Conosco
Financenter na Mídia
>> Dicas >> Turbulência >> O crescimento tem futuro?
O crescimento tem futuro?


Michael Spence
Os consumidores dos EUA economizarão mais e gastarão menos, abandonando o padrão dos últimos anos

O que podemos esperar à medida que a economia mundial emerge de seu pior momento em quase um século? A resposta mais simples é um novo conceito de "normal", com crescimento menor, um sistema financeiro básico mais estável e avesso a riscos e um conjunto de desafios adicionais (energia, clima e desequilíbrios demográficos, para citar apenas alguns) com horizontes variados de tempo que testarão nossa capacidade coletiva de aperfeiçoar a gestão e supervisão da economia mundial.

Para o médio prazo, o melhor palpite é o crescimento mais baixo. Parece ser o mais provável, embora ninguém saiba realmente. A crise financeira, transformando-se rapidamente em uma depressão econômica mundial, é decorrente não apenas de uma falha nas reações às crescentes instabilidades, riscos e desequilíbrios, mas também de uma incapacidade generalizada pré-crise de "ver" o risco sistêmico cada vez maior.

Essas características determinantes condicionarão as respostas e os resultados nos próximos anos. Há forças compensatórias. Os países de alto crescimento (China e Índia) são grandes e estão ficando ainda maiores em comparação aos demais. Apenas isso já servirá para amplificar a expansão mundial, em comparação a um mundo em que os únicos que conduziam o crescimento econômico eram os países industriais, em particular, os EUA.

A atual crise acabou sendo chamada de uma "recessão dos balanços", com alcance mundial e profundidade e poder destrutivo enormes, já que sua origem está nos balanços patrimoniais do setor financeiro e dos consumidores. A extrema erosão dos balanços é o que a torna distintiva. No futuro, bancos centrais e autoridades reguladoras não terão condições de adotar um foco estreito na inflação (de bens e serviços), crescimento e emprego (na economia real), deixando a esfera dos balanços patrimoniais por conta própria. Em algum lugar no sistema, será necessário determinar quem responderá, e levar isso muito a sério, pela estabilidade e sustentabilidade em termos de valor dos ativos, alavancagem e balanços.

A revisão da regulamentação financeira deveria, e irá, enfatizar as exigências de margem, de reservas e de capital; a restrição à alavancagem para limitar a formação de riscos sistêmicos; a eliminação da arbitragem e da cobertura reguladoras incompletas e fragmentadas (um imenso desafio internacional); e o foco na transparência. Isolar e restringir ainda mais uma parte do sistema bancário, de forma que os canais de intermediação de crédito estejam menos inclinados a colapsos simultâneos e totais, também parece um caminho provável.

Em relação ao passado recente, o custo do capital aumentará, as dívidas serão mais caras e menos onipresentes e as taxas de risco não voltarão aos baixos níveis anteriores à crise.

Os consumidores dos EUA economizarão mais e gastarão menos, abandonando o padrão dos últimos anos. O grande buraco (em torno de US$ 700 bilhões ou mais) na demanda agregada mundial terá de ser preenchido ao longo do tempo por um aumento compensatório no consumo das economias com superávit, como China e Japão. Quanto mais tempo isso levar, maiores serão os incentivos na esfera dos governos nacionais para capturar uma parte da demanda mundial via medidas protecionistas.

O recente aumento nas medidas protecionistas é um preço político compreensível para uma série de pacotes de estímulo em países em desenvolvimento e avançados. Tais medidas, no entanto, podem crescer - e com o passar do tempo serão mais difíceis de serem abandonadas - no contexto de um déficit na demanda agregada.

Esta é uma versão prospectiva da questão dos desequilíbrios. Sua solução (ou fracasso) via ações políticas coordenadas terá imenso impacto (para bem ou para mal) na estrutura de incentivos multinacional que rodeia a economia mundial - e, portanto, em seu provável crescimento.

A responsabilidade de supervisionar a economia mundial está passando, rapidamente, do G-7/8 para o G-20, como deveria ser. Este grupo representa 90% do PIB global e dois terços da população mundial, portanto, a mudança é altamente desejável - na verdade, essencial.

Há o risco, contudo, de os interesses do terço restante da população mundial (e a maioria dos países pequenos) não serem representados de forma adequada, à medida que a arquitetura internacional de administração da economia mundial evoluir.

Na crise atual, uma fração substancial dos países que não integram o G-20 está essencialmente indefesa: são economias pobres relativamente pequenas, sem capacidade fiscal para estímulos e com reservas inadequadas para compensar as saídas de capital que ocorreram para reforçar os balanços abalados dos mercados mais avançados. Dentro dos países do G-20, há mecanismos para atender os interesses dos cidadãos mais vulneráveis. Na economia mundial, os mais vulneráveis são países inteiros. Negligenciar seus interesses não é apenas uma questão moral, mas econômica e social; e potencialmente explosiva.

Como resultado, as instituições econômicas internacionais do mundo precisarão ser fortalecidas em termos de governança e recursos para que possam agir como "circuit-breakers" em casos de futuras turbulências econômicas e financeiras. O início da crise pegou o FMI sem financiamento e o órgão continua a carecer de credibilidade e confiança em certas partes do mundo sistemicamente importantes. Agora, está em processo de conseguir melhor financiamento, mas quando estamos com oito meses de crise, nos quais os fluxos internacionais de capital tornaram-se voláteis e foram guiados em grande parte por reações emergenciais e não pelos fundamentos econômicos básicos.

Resta, portanto, a questão central da confiança no sistema, que foi duramente abalada e levará tempo para ser reconstruída. No momento, a visão majoritária na maioria dos países é que o sistema financeiro fracassou gravemente, mas com a ressalva de que os incentivos e a dinâmica de um sistema geral baseado nos mercados, em uma arquitetura mundial relativamente aberta, continuam como os melhores caminhos para criar riqueza, reduzir a pobreza e expandir as oportunidades. Há, claro, dissidentes e o equilíbrio poderia mudar com rapidez. Não é inconcebível que se acabe jogando o bebê fora junto com a água suja.

Não há solução mágica para a crise atual. O melhor caminho a seguir é o progresso pragmático e constante, nas esferas nacional e internacional, para melhorar a arquitetura reguladora e nossa capacidade coletiva de evitar comportamentos anticooperativos e equilíbrios aquém dos ideais. É o caminho no qual estamos. Por enquanto, contudo, é uma viagem sem um ponto de chegada claramente definido ou amplamente aceito.

Michael Spence, Prêmio Nobel de Economia (2001), é professor emérito da Stanford University e presidente da Comissão de Crescimento e Desenvolvimento. © Project Syndicate/Europe´s World, 2009
Valor Econômico
http://www.andima.com.br/clipping/clipping.asp






A nova métrica do desenvolvimento | Um mundo em desequilíbrio | Como os chineses combatem a crise | O que aconteceria em caso de um colapso do dólar? | Reconstruindo algo melhor | Eles estão de volta | Balanços apontam início da recuperação | Recuperação à vista? | Pouco nos une aos demais integrantes do Bric | A reforma financeira do governo dos EUA | Goldman Sachs admite erros dos bancos | Redução de custo tira o sono de empresários e executivos | O crescimento tem futuro? | Os perigos do pior já passou | O Brasil decola, diz Economist | O estranho financeiro no ninho | Após a tempestade, vem a dura subida

VoltarTopo da PáginaImprimir

Termos de Uso - Aviso Legal
Copyright © 2001-2009 Financenter - Todos os direitos reservados.