30 de Janeiro de 2009 - É
notório que o número de usuários de cartões de crédito e débito, bem como as
transações comerciais com esses meios de pagamento, popularmente chamados
"dinheiro de plástico", tem crescido no País. Em paralelo, também se
multiplicam as operações pela internet. Calcula-se que todas essas formas de
operações no Brasil expandam-se anualmente a taxas superiores a 10%, exceto o
cheque.
Essas novas e crescentes
tendências estão alinhadas, obviamente, ao incremento tecnológico do sistema
financeiro. No Brasil, contudo, há outra específica relação de causa-efeito: a
questão referente à segurança física dos usuários. Sem entrar na discussão
sobre esse polêmico segundo tópico, o primeiro aspecto - o desenvolvimento
tecnológico - também tem seus desconfortos.
O comércio é taxado quando
aceita despesas pagas por qualquer tipo de cartão, seja de débito ou crédito. A
diversidade de redes e equipamentos para suportar a variedade de documentos de
pagamentos eletrônicos exige, ainda, adequada infraestrutura,
em geral implementada pelo sistema financeiro, para suportar as operações.
Sem contar a
imprevisibilidade dos volumes de negócios realizados. Se, por um lado, o
comportamento do consumidor é previsível ao longo do ano, nunca se sabe, ao
certo, a hora exata em que ele fará a operação eletrônica, uma compra ou um
saque de dinheiro, pois isso sofre a influência de uma série de variáveis, que
engloba, por incrível que pareça, desde as condições climáticas até o trânsito.
Entretanto, há outros
participantes nesse emaranhado crescente do uso do cartão de débito ou crédito,
ou ainda da internet, para as transações financeiras eletrônicas.
Dentre eles, estão as empresas
de telecom, integradores e
provedores de segurança na rede. O foco de todos esses "players",
incluindo o comércio e as financeiras, é ampliar ainda mais o sistema, criar
conveniência ao usuário, estabelecer um relacionamento mais pessoal, processar mais
rapidamente as transações, dar mais autenticidade aos pagamentos e reduzir os
custos para todos os usuários: comércio, bancos, pessoas físicas e jurídicas.
Apesar de toda a revolução
nas formas de pagamento, há muito ainda por vir. A que distância, por exemplo,
você se encontra agora do seu talão de cheques? Onde estão seus cartões? Quanto
dinheiro tem no bolso? E a pergunta-chave: onde está seu celular? Seguramente
por perto. Provavelmente, daqui a algumas décadas ninguém irá lembrar-se de
como se fazia operação financeira sem um celular, do mesmo modo que, hoje,
sequer conseguiríamos supor como foi possível, um dia, trabalhar sem
computadores e escritórios informatizados.
Nessa conjunção de fatores,
a receita para o sucesso de quem oferece o serviço está na procura pela
inovação, acompanhamento das mudanças de comportamento dos clientes,
investimento em arquitetura de suporte e flexibilidade das operações em busca
de um modelo com mais opções operacionais.
Sairá perdendo nessa
história quem atuar isoladamente, oferecer serviços sem conhecimento do impacto
nos negócios, montar sistemas restritos, sem flexibilização e dificuldade de
escala.
No entanto, há soluções no mercado capazes de tornar essas operações - sobretudo as de
pagamento - ágeis e de boa aceitação de seus usuários. Basicamente,
plataformas robustas podem garantir integridade às operações. Além disso,
aquelas que utilizam o Business Intelligence (BI),
capaz de armazenar dados das operações dos usuários para que possa lançar mão
das informações para tomadas de decisão, saem na frente nesse negócio que se
mostra cada vez mais promissor.
Por fim, tudo o que se faz
nessa prática deve ser voltado a beneficiar a pessoa física. Conforto e segurança
devem ser perseguidos, mantendo-se, simultaneamente, os esforços para a redução
dos custos operacionais. Porém, esse mercado pertencerá a quem procurar
antecipar-se, criando mecanismos estruturados para acomodar as novas demandas
com foco na satisfação do usuário final, seguindo premissas já relatadas.
Sem a consideração de todas
essas premissas, qualquer iniciativa na área será a crônica de uma morte
anunciada.
kicker: Daqui a décadas, o celular seráa
ferramenta para operações financeiras
Gazeta Mercantil
http://www.andima.com.br/clipping/clipping.asp