Previdência – o que levar em conta na hora de contratar
Contratar
planos de previdência privada pode trazer muita tranqüilidade a quem é
disciplinado e respeita negócios de longo prazo. Mas, como todo investimento,,
requer uma série de cuidados. Há planos para todos os bolsos e perfis no
mercado, podendo os interessados consultarem
corretoras, os próprios bancos em que são correntistas ou as entidades do setor
(Fenaprevi, Fenaseg e Susep). Segundo o especialista em direito previdenciário
Wladimir Novaes Martinez, com quase 40 livros publicados a respeito, o ideal é
seguir algumas regras básicas:
1) Saiba a distinção: a previdência
aberta é lucrativa; a fechada (dos fundos de pensão patrocinados por empresas)
não é.
2) Se você é jovem, é uma escolha; se é
maduro, será outra; e se for idoso, a decisão terá de ser bem pensada. Pois a
regra de ouro da previdência aberta é: mais tempo de contribuição, menor o
valor mensal a aportar; menor tempo de contribuição, será
maior a contribuição mensal.
3) Faça uma pesquisa de mercado. Procure
no mínimo seis seguradoras ou bancos e compare todos os custos.
4) Decida-se por uma entidade idônea
(que desfrute de bom nome no mercado), tradicional (existente há algumas
décadas) e com patrimônio considerável (consulte o balanço anual).
5) Procure saber se a entidade
escolhida tem um departamento jurídico muito ativo, que contesta tudo.
6) Atenção à taxa de administração, que
varia enormemente e aos custos administrativos da contratação.
7) Procure saber qual é a Tábua de
Mortalidade adotada, se atual ou antiga.
8) Examine o leque de opções pelas
aplicações financeiras: quanto mais conservadora, mais garantida; quanto mais
ousada, menos garantida. Não opte por nenhum dos extremos, fique mais próximo
da conservadora.
9) Considere o período de carência a
partir do qual possam ser feitos os resgates. Eles variam muito.
10) Leia o contrato sem pressa. Examine
os encargos tributários, especialmente a incidência do imposto de renda.
11) Lembre-se: o investimento na
previdência aberta é uma atividade econômica de risco. Sobrevindo lucro ficará
com os acionistas, havendo prejuízo o segurado arcará com ele.
12) Adote a previdência aberta como
solução complementar. O INSS ainda é a maior garantia, especialmente para quem
não tem poupança excedente.
O Estado de
S.Paulo
Especial
Previdência Privada – 19/11/2009
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