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O que é risco e como ele afeta seus investimentos

Quando você decide fazer um investimento, na maior parte das vezes, acaba se preocupando apenas com o quanto poderá ganhar. E é aí que entra a questão do risco. Na verdade, o que está em jogo é o quanto você "poderá ganhar" com cada uma das aplicações.

Risco é exatamente isso: nós não sabemos precisamente o que irá ocorrer com nossos investimentos. Poderemos perder dinheiro por mais que tomemos cuidados. Muitas perguntas surgem neste momento: Como me precaver? Como não assumir riscos desnecessários, nos expondo a perdas desastrosas? Como correr o bom risco, aquele que nos ajuda a ter bons resultados?

Assumir riscos é importante para obter ganhos superiores ao da caderneta de poupança ou fundos DI, considerados investimentos de baixíssimo risco. As ações são mais arriscadas, contudo, a possibilidade de ganhos (ou perdas), muitas vezes, é superior aos títulos de renda fixa. Por fim, os contratos de derivativos, como futuros, "swaps" e opções são considerados os títulos de maior risco entre os demais, podendo criar fortunas ou misérias instantâneas.

Ora, se existem tantos ativos financeiros com características tão diferentes em relação a risco e retorno, como construir uma carteira de investimento que seja adequada às suas necessidades? Para realizar tal tarefa, deve-se seguir um processo com as seguintes etapas:

1) Definir claramente os objetivos de investimento: Objetivos de investimento devem ser simples e diretos. Exemplos comuns são: comprar um apartamento, trocar de carro ou garantir um bom padrão de vida após a aposentadoria. Com o objetivo definido, geralmente, é possível saber o prazo e o perfil de risco do investimento.

2) Avaliar o potencial de rentabilidade e risco dos ativos: Fundos de diferentes categorias, ações, títulos de renda-fixa, CDBs, poupança, etc. É importante buscar ativos que tenham bom potencial de valorização. A corretora de valores, portais especializados em finanças ou assessores financeiros pessoais podem ajudar a pré-selecionar ativos com bom potencial de rentabilidade. Também é preciso avaliar o risco dos ativos. Há ferramentas específicas no mercado, que utilizam técnicas quantitativas, e que podem ser uma boa alternativa. Combinando informações de retorno e risco, estamos prontos para compor uma carteira.

3) Construir a carteira: Há várias maneiras de se construir tal carteira, mas algumas orientações geralmente devem ser seguidas. A principal dica é diversificar. Na prática, significa distribuir seus recursos entre diferentes ativos, como, por exemplo, ter 10% em títulos cambiais, 30% em imóveis, 30% em ações e o restante em fundos de renda fixa. Em uma carteira só de ações também é possível diversificar. Imagine, por exemplo, um grande aumento no preço do minério de ferro. Este aumento teria reflexo direto no preço das ações de empresas de siderurgia. Contudo, o reflexo deste aumento de preços seria nulo para as ações de empresas ligadas a segmentos como petróleo, serviços, transporte, etc.

Portanto, em uma carteira de ações, a recomendação é ter, pelo menos, de cinco a dez papéis diferentes. Investidores profissionais brasileiros carregam geralmente dezenas de ações em suas carteiras. Mas atenção: fique atento aos custos de corretagem que podem comprometer a sua rentabilidade caso tenha pouco patrimônio investido.

No que se refere à inclusão de derivativos na carteira de investimentos, é preciso atenção redobrada. Eles podem ser os heróis ou vilões da sua carteira. Por isso, esteja muito bem informado antes de começar a investir neste mercado. Opções podem ser 20 vezes mais arriscadas que uma ação, mas também podem oferecer uma grande proteção contra perdas, dependendo da forma com que são usadas.

4) Avaliar os resultados: Independente da carteira, é preciso avaliar, periodicamente, o desempenho dos ativos, revisar novamente o risco, o potencial de valorização e verificar se ela ainda está alinhada objetivos. Contar com uma corretora, ferramentas e profissionais que lhe forneçam projeções fundamentadas de rentabilidade de ativos e avaliação de risco também é indispensável.

Em qualquer cenário, a recomendação é investir sempre com responsabilidade.

Alexandre Oliveira é sócio e diretor geral da Cyrnel International, consultoria especialista no desenvolvimento de tecnologia para gestão de investimentos

Este artigo reflete as opiniões do autor, e não do jornal Valor Econômico. O jornal não se responsabiliza e nem pode ser responsabilizado pelas informações acima ou por prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso destas informações.

http://clipping.planejamento.gov.br/

 





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