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Financenter na Mídia
>> Dicas >> Bancos >> Instituições terão de criar áreas para gestão do risco de crédito
Instituições terão de criar áreas para gestão do risco de crédito


As instituições financeiras terão até 31 de outubro de 2010 para implementar estruturas internas de gestão do risco de crédito compatíveis com a complexidade de suas operações. Essas divisões internas não poderão se misturar à auditoria nem à contratação de crédito e terão que identificar, mensurar, controlar e mitigar esse risco.

A determinação foi aprovada pelos integrantes do Conselho Monetário Nacional (CMN). O chefe do Departamento de Normas do Banco Central (BC), Amaro Gomes, informou que a medida exigirá maior prudência e, no futuro, com a adoção das recomendações da segunda versão do acordo internacional de Basileia, aprovada em 2004, a gestão de risco será elemento importante para calcular o capital regulamentar, valor adequadamente seguro para realizar operações.

O objetivo do CMN é aumentar a responsabilidade e o envolvimento da diretoria dos bancos na gestão e ainda desestimular incentivos à contratação de risco excessivo. Além disso, vai impor maior transparência com divulgações de relatórios sobre a estrutura de gerenciamento de risco. De acordo com a norma, risco de crédito é a possibilidade de perdas vinculadas à inadimplência e à deterioração da qualidade do tomador.

Gomes explicou que a decisão do CMN integra o cronograma de implementação de Basileia 2 e está prevista desde setembro de 2007, com a publicação do Comunicado nº 16.137 do BC. Portanto, não tem relação direta com a crise econômica, que teve sua fase mais aguda a partir da segunda quinzena de setembro do ano passado. Na avaliação do chefe do Departamento de Normas, o Banco Central não identificou no mercado entidade com maior risco de crédito. "O Banco Central vê que a qualidade do crédito é adequadamente administrada", disse.

Segundo Gomes, a proposta foi submetida em 19 de setembro de 2008 a 60 dias de audiência pública. As melhores práticas do Comitê de Basileia para Supervisão Bancária determinam que os bancos serão obrigados a separar capital próprio para cobrir riscos de prejuízos com a oscilação de preços no mercado, como taxas de juros, cotação de moedas, preços de ações e de "commodities".

A norma aprovada ontem pelo CMN também estabelece que, até 30 de setembro deste ano, as instituições terão de informar ao BC o nome do diretor responsável pela área de gestão de risco de crédito e como será essa estrutura. Até 30 de abril de 2010 elas terão de definir políticas, processos, sistemas e procedimentos que adotarão.

A resolução do CMN definiu padrões mínimos de gerenciamento do risco de crédito que serão exigidos de todas as instituições, mas Gomes comentou que a maioria dos bancos já tem essas estruturas, mas nem todos respeitam critérios mínimos.

Valor Econômico – 04/05/2009
Arnaldo Galvão, de Brasília
http://www.andima.com.br/clipping/clipping.asp





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