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Sete dicas para evitar o descontrole financeiro


O cozinheiro Eduardo Mendes, 30, resolveu abrir a carteira no fim do ano. Enviou dinheiro para o pai no Ceará e presenteou todo mundo no Natal. O resultado não tardou: um mês depois, com cheque especial estourado e cartão de crédito no rotativo, Eduardo estava na fila do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) para tentar recuperar o crédito na praça. "Foi puro descontrole", diz.

A vontade de gastar mais do que podia também levou o pedreiro Wilson Pereira, 41, a tomar um crédito de R$ 380,00 em um banco há seis anos. "A dívida já ultrapassou mais de R$ 4 mil, mas me chamaram para renegociar", explica. Pereira agora só pensa em limpar o nome e fugir dos empréstimos. "Aprendi que, para comprar, só à vista."

Segundo pesquisa do SCPC, que atende diariamente cerca de 3 mil pessoas na situação de Eduardo e Wilson, o descontrole é o segundo motivo que mais leva os consumidores a gastarem mais do que podem, logo atrás da perda do emprego.

Em tempos de crise como este, com o desemprego em alta, a saída para fugir do descontrole financeiro é a prevenção, ensina a superintendente da ACSP, Roseli Garcia. Segundo ela, as pessoas acabam deixando de pagar suas dívidas por não tomarem alguns cuidados que deveriam ser básicos.

Erro comum
"Mais de 80% dos consumidores só se importam com o valor das prestações e 90% não sabem dizer o total da sua dívida." O resultado dessa equação perigosa é que as pessoas acabam se endividando no limite, e qualquer imprevisto faz com que fiquem inadimplentes.

As pessoas se esquecem que precisam comer, vestir, e que podem perder o emprego ou ficar doentes. Por isso é necessário que todos tenham uma reserva financeira.

Assim, antes de sair às compras, é conveniente que toda a família se reúna para fazer o orçamento doméstico de forma a restringir os gastos a um limite inferior aos ganhos. E o ideal é que poupem uma parte da renda para que tenham uma reserva de emergência. Seis meses de salário é o indicado para uma poupança mínima.

"Atualmente, quem está sentindo mais a crise é a alta renda, que deixou de ganhar dinheiro com suas aplicações. Mas se o desemprego aumentar como tudo indica, a média e baixa renda vão sofrer muito mais. Por isso é necessário que as pessoas já comecem a colocar as finanças em ordem", avisa Roseli Garcia.

Em momentos de crise, é preciso estabelecer algumas estratégias para economizar. "Ser criativo é chave." Utilizar ao máximo os alimentos, reaproveitando sobras; substituir passeios caros por alternativos, riscar do mapa as compras por impulso são formas de preservar a saúde financeira da família. "O crédito é um realizador de sonhos, mas precisa ser planejado para não se transformar em pesadelo", ensina Roseli.

Sete dicas para evitar o descontrole financeiro

1. Ao emitir cheques pré-datados controle o saldo para que os cheques não voltem sem fundos;

2. Procure não utilizar o limite do cheque especial pois as taxas são altas. Se utilizar, liquide a dívida rapidamente antes de entrar em novos financiamentos;

3. Pague suas contas até o vencimento evitando multas;

4. Informe-se sobre as taxas de juros praticadas nas prestações e financiamentos;

5. Pesquisa os preços na hora de comprar;

6. Envolva no orçamento doméstico todas as pessoas da casa que contribuem com as receitas e realizam despesas. O orçamento só dará certo se todos estiverem comprometidos;

7. Guarde o dinheiro que não irá utilizar imediatamente na poupança ou aplique em fundos.

Fonte: Cartilha
da ACSP
(www.apoioaoconsumidor.com.br)

http://economia.uol.com.br/financas/investimentos/2009/01/29/ult5346u138.jhtm





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