Line $ Invest - Fundos Line $ Invest - Ações Line $ Invest - Tendências Line $ Invest - Notícias

Email:
Senha:
* Esqueci minha senha ?
* Cadastre-se

Saúde Financeira
Financenter Serviços
Nosso programa visa elevar a qualidade de vida dos funcionários e aumentar o lucro da empresa

Avaliação Financeira

G R Á T I S



Dr. Previdência        

Taxas dos
empréstimos
Veja a evolução da taxa dos principais tipos, nos últimos 12 meses

Planejamento
Financeiro

O que é?
como fazer?


Reclamações
ranking out/09
Veja os bancos mais reclamados


Previsões
para 2009 e 2010
Veja as projeções para os principais indicadores econômicos


Fundos de Investimentos

Veja a rentabilidade e a evolução do patrimônio até out/09

Invertia        
FINANCENTER Serviços
Planejamento Financeiro
Calculadoras
Investimentos
Empréstimos e Financiamentos
Indicadores Financeiros
Novidades no Financenter
Guia Profissional
Ranking
Dicas
Previdência
Cartões de Crédito
Imóveis
Consumidor
Notícias
Anuncie
Fale Conosco
Financenter na Mídia
>> Dicas >> Conjuntura >> O que vamos ganhar com o juro baixo
O que vamos ganhar com o juro baixo


Mais casas para os brasileiros. Melhores oportunidades de consumo. Mais obras de infraestrutura. Por que o Brasil está prestes a dar um salto de qualidade comparável ao do Plano Real - e o que precisamos fazer para não perder essa oportunidade

No momento em que você lê esta reportagem, o Brasil já vive um novo marco de sua história econômica. O país, que no passado recente venceu a hiperinflação, privatizou boa parte do surrado aparato de estatais e extinguiu o protecionismo exacerbado, começa agora a dar um novo salto qualitativo na economia. Pela primeira vez desde o Plano Real, a taxa básica de juro, a Selic, atingiu o patamar de 1 dígito. É o custo do dinheiro mais baixo da história de um país em que já foi necessário pagar mais de 400 000% ao ano para tomar um empréstimo bancário ou financiar a compra de um equipamento industrial. As cifras eram uma abstração. Na prática, por muito tempo, o crédito simplesmente não existiu para os brasileiros. Não se trata - ainda - de um patamar semelhante ao das economias desenvolvidas, no qual os juros atualmente são até negativos. Ainda assim, o cenário que se descortina é inédito. Nunca estivemos tão perto de entrar para o grupo de países modernos.

Em perspectiva histórica, vê-se que estão sendo retiradas, uma a uma, todas as anomalias acumuladas ao longo de décadas. A bola da vez são os juros altos. "O Brasil de hoje é muito diferente de quando tínhamos inflação alta e contas públicas desreguladas", diz o ministro da Fazenda, Guido Mantega. "Com a queda dos juros, vamos eliminar uma das últimas disfunções da economia e caminhar para a normalidade."

A frase resume o ânimo dos quase 50 economistas, empresários, analistas de bancos de investimento e membros do governo ouvidos por EXAME nas últimas quatro semanas. O sentimento geral é de que, ao diminuir os juros, o Brasil pode fomentar uma expansão nunca vista no volume de crédito disponível para pessoas e empresas, destravando o crescimento de segmentos com enorme efeito irradiador na economia. As mudanças serão particularmente visíveis em quatro áreas - mercado de capitais, setor imobiliário, infraestrutura e varejo. Alguns números dão ideia da avenida que se abre para o Brasil. No mercado imobiliário, provavelmente o setor em que há a maior expectativa com o novo cenário, mais de 30 milhões de moradias podem vir a ser construídas nos próximos 20 anos - um ritmo anual cinco vezes superior ao de 2008. "A gente dorme e acorda pensando em como aproveitar a queda dos juros", diz Luis Largman, diretor financeiro da construtora Cyrela. No campo da infraestrutura, os recursos para obras de estradas, ferrovias, hidrelétricas e portos devem alcançar 90 bilhões de reais em 2012, depois de ter descido quase a zero em alguns anos da década de 90. Ao longo dos próximos quatro anos, pelo menos 160 bilhões de dólares a mais devem ser aplicados na bolsa de valores - capital que em boa parte irá para o caixa das empresas e lhes dará mais fôlego para investir. Com juros mais baixos, o volume de crédito disponível deve aumentar na economia como um todo, provocando acréscimo de até 1 trilhão de reais na oferta de recursos a empresas e pessoas dentro de três anos. Mais crédito deve levar a mais consumo, o que pode transformar também o modelo de negócios das redes varejistas e fazer toda a economia crescer. A consultoria LCA estima que uma redução de 2 pontos no juro real signifique estímulo adicional de até 1,5 ponto percentual para o produto interno bruto. "Com o juro real caindo para 5%, como se espera, o potencial de crescimento da economia brasileira sobe de 4% para 5,5% ao ano", diz Bráulio Borges, economista-chefe da LCA.

Durante os anos de instabilidade, os brasileiros se acostumaram com uma sucessão de planos econômicos - e com a noção de que um único ato do governante de plantão seria capaz de salvar o país. Aos poucos, tem amadurecido a percepção de que o desenvolvimento é algo que se constrói a cada dia. No lugar da revolução, uma lenta - e até enfadonha - evolução, em que cada governo deposita alguns tijolos na construção de um país mais moderno. Os juros podem ser vistos como uma espécie de termômetro dessa evolução. Desde o início do Plano Real até o final de 2008, a economia brasileira conviveu com uma taxa de juro real média de 13% e foi provavelmente a campeã mundial nesse quesito. Foi um período não apenas de inúmeras crises externas - mexicana, asiática, russa, argentina - mas de remoção de todo um arcabouço econômico de um país instável. Bancos estaduais foram fechados. Contas públicas começaram a ser saneadas. Contratos que embutiam correção monetária foram refeitos. Toda essa faxina começou a surtir efeito há cerca de dois anos e meio, quando a curva de juros começou a declinar para o atual patamar.

O que nos aguarda à frente? Para os mais otimistas, uma transformação comparável à que o país viveu com a conquista da estabilidade monetária. A nova fase de estímulo econômico, com juros mais civilizados, facilitará o investimento das empresas na ampliação da produção. Há também um impacto positivo no custo da trilionária dívida pública. A consultoria RC, do economista Paulo Rabello de Castro, calcula que o governo deve economizar 28 bilhões de reais neste ano no pagamento de juros a seus credores. Com isso, haveria espaço para os juros caírem ainda mais no país. O Brasil inauguraria uma fase em que boas notícias no presente reforçam o otimismo e produzem mais boas notícias no futuro. "Em tese, há condições de entrarmos num ciclo virtuoso", diz Ilan Goldfajn, ex-diretor do Banco Central e economista-chefe do Itaú BBA, braço de investimentos do Itaú Unibanco.

Como tudo na vida, o bom momento pode ser aproveitado - ou não. "Ainda precisamos desatar alguns nós, senão a inflação pode voltar", diz Goldfajn. Um dos nós mais importantes é o da poupança, que tem remuneração em torno de 8%. Como não cobra taxa de administração nem imposto de renda, a poupança já é mais atraente que alguns fundos de investimento. O governo anunciou que fará mudanças - ainda não definidas - nas regras da poupança, numa tentativa de evitar que os recursos dos fundos, com rendimento cada vez menor, migrem para a caderneta. Além disso, o próprio governo precisa gastar melhor e reduzir impostos. "Os juros de hoje são resultado de uma longa trajetória de controle da inflação e das contas públicas", diz Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central e sócio da Gávea Investimentos. "Não há garantia de que eles serão baixos sempre. Basta afrouxar os controles e tudo pode se perder." É por isso que uma queda para um padrão realmente civilizado de juros - digamos 3% em termos reais - ainda depende de uma série de mudanças, como reformas tributária e da Previdência, diminuição do tamanho do Estado e remoção de incertezas jurídicas e regulatórias.

Enquanto isso tudo não vem, os brasileiros ao menos podem aproveitar os efeitos dos cortes já ocorridos na Selic. A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil reduziram taxas, aumentaram limites de crédito a correntistas e ampliaram prazos para financiamento imobiliário. Os bancos privados seguiram o movimento. No caso de empréstimos para a compra de carros, passaram a oferecer até 80 meses, voltando aos padrões pré-crise. Os fundos de pensão estão recalculando suas metas para um cenário em que não podem mais contar com o rendimento alto e sem risco dos títulos públicos. "Com o final dos ganhos fáceis dos juros, empresas, bancos e o governo terão de buscar mais produtividade", diz o ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega. "Teremos de compensar a redução das taxas com o aumento no volume de operações, e isso exige uma nova mentalidade", diz Aldemir Bendini, presidente do Banco do Brasil.

É o que esperam os executivos do setor imobiliário, provavelmente o mais sensível à redução dos juros, por ser totalmente dependente de financiamentos. É também o ramo da economia em que há mais demanda reprimida por escassez de crédito. Com todo o crescimento econômico dos últimos dois anos, o crédito habitacional chegou a apenas 3% do PIB no ano passado - quase nada em comparação com o índice de 111% do PIB da Holanda ou mesmo os 13% do PIB no Chile. Economistas da Fundação Getulio Vargas estimam que, com os juros básicos caindo gradualmente a 7,5% em termos nominais em 2017 e considerando um crescimento do PIB de 4% ao ano, o país pode ganhar 37 milhões de novas moradias até 2030. Isso permitiria zerar o déficit calculado em quase 8 milhões de unidades habitacionais e acompanhar o crescimento da população. Segundo o estudo da FGV, o grosso da produção deve atender as classes C, D e E: 56% das novas moradias serão destinadas a famílias com renda mensal de 2 000 a 4 000 reais e 37% à população com renda de até 2 000 reais.

Com base nesse tipo de projeção, e diante da oportunidade representada pelo novo programa do governo, o Minha Casa, Minha Vida, as construtoras criaram estratégias para a baixa renda. No ano passado, a Gafisa comprou a Tenda, especializada em imóveis populares. Recentemente, a Cyrela criou uma divisão só para tratar do assunto, a Living. Na Rossi, o volume de lançamentos de apartamentos de até 130 000 reais deve chegar à metade do total de imóveis deste ano. Em 2008, a proporção foi de 29%, e há dois anos era de apenas 13%. "Os efeitos da queda dos juros já estão acontecendo. Estamos observando com atenção se eles serão graduais ou poderão ser acelerados", diz Cássio Audi, diretor de finanças da Rossi. Outro reflexo positivo da Selic mais baixa é o aumento da demanda por imóveis comerciais. Como os aluguéis desses imóveis são equivalentes a um rendimento entre 9% e 15% ao ano sobre o patrimônio, passam a ser vistos como bom investimento, alimentando os planos das construtoras. "Temos sido muito procurados por empresas interessadas em construir torres de escritórios junto a nossos shoppings", diz Carlos Medeiros, principal executivo da BRMalls, a maior construtora do setor no país.

Em outros setores em que os juros altos sempre inibiram investimentos, o efeito da queda da Selic também é significativo. O mais evidente é o mercado de capitais. "Não é preciso recorrer à futurologia para enxergar os benefícios. Basta ver o que ocorreu entre 2005 e 2008, quando a Selic passou de 19,75% para 11,25% ao ano", diz Pedro Martins, estrategista para a América Latina do Banc of America-Merrill Lynch. Nesse período, o volume de negócios na Bovespa triplicou e as empresas passaram a acessar, de fato, o mercado de dívida no Brasil. Nas últimas semanas, multiplicaram-se as projeções desse novo cenário - "um admirável mundo novo", segundo documento distribuído aos clientes da Itaú Corretora no início de junho. A maioria dos bancos prevê que ao final de 2009 a taxa de juro básica estará em 9% - alguns estimam que chegará ao final do ano que vem a 8,75%. Com esse cenário, os fundos de investimento e de pensão deverão mais que dobrar o dinheiro aplicado na bolsa, injetando 160 bilhões de dólares no mercado até 2013. Essa conta não considera o dinheiro de instituições estrangeiras nem o que 500 000 novos investidores individuais no país poderão aplicar. O novo contingente fará dobrar o número de pessoas físicas que investem na bolsa. "Estamos nos preparando para atender a mais essa leva de investidores", diz Álvaro Bandeira, economista-chefe da Ágora, corretora que já tem cadastrados 90 000 investidores individuais.

Todo esse apetite deve incrementar o mercado de títulos privados, sejam eles de dívida (debêntures) ou de créditos a receber (securitização). "Em vez de ter de ir ao exterior para captar dinheiro mais barato e com prazos mais longos,  as empresas passam a se financiar aqui", diz o economista Carlos Antonio Rocca, diretor do Centro de Estudos de Mercado de Capitais. Isso já vinha ocorrendo em 2008, quando as companhias brasileiras lançaram quase 70 bilhões de reais em títulos no país - e somente 10 bilhões de reais no exterior. A operadora de telefonia Oi foi uma das que optaram pela oferta local. Em abril, a empresa fez sua maior emissão de debêntures no país: captou 2,6 bilhões de reais vendendo títulos atrelados à variação dos juros de mercado para pagar a aquisição da Brasil Telecom e investir na ampliação da rede. Hoje, os papéis remuneram o investidor em 12% ao ano. "Como a perspectiva é de queda da Selic, a remuneração deve diminuir e ficar próxima dos 9,5% ao ano, que é o que pagamos no mercado externo. Mas, aqui, vamos pagar em real, e não em dólar", diz Tarso Rebello, diretor de tesouraria da Oi. Segundo ele, há dois anos a empresa teria de oferecer um retorno de 15% ao ano para fazer uma captação como essa.

A nova dinâmica da economia pode ajudar a revigorar também os investimentos em infraestrutura. Durante a década de 90 e o início dos anos 2000, os investimentos no setor mantiveram-se muito baixos. Só nos últimos seis anos voltaram a subir, ainda assim timidamente. É que os investidores estão sempre comparando diferentes retornos ao capital. Se há uma aplicação segura com bom rendimento, como os títulos do governo, muitas obras simplesmente não saem da gaveta. Um exemplo foi o que aconteceu com os fundos de investimento em infraestrutura, que começaram a ser criados em 2006. Segundo estimativa da Abdib, associação de empresas do setor, os seis maiores fundos desse tipo já reúnem 3,4 bilhões de reais, mas só metade disso foi efetivamente aplicada em projetos. Com retorno médio de 7% a 10% ao ano, obras como rodovias, ferrovias e portos não atendiam ao rendimento esperado pelos investidores, de 12% a 14% anuais. A exigência de retorno alto, além de superar a Selic, visava compensar o risco regulatório.

Com o novo cenário, a mesma expectativa de rentabilidade se torna competitiva. Agora, projetos de logística, energia e obras urbanas são apontados como os que poderão dar ao investidor remuneração melhor que a da Selic. Para o professor de logística Paulo Resende, da Fundação Dom Cabral, as primeiras a ganhar são as concessionárias de rodovias. É o caso da CCR, uma das primeiras a entrar no mercado. Em 1995, a empresa ganhou a concessão da Nova Dutra, estrada que liga o Rio de Janeiro a São Paulo. Nas condições em que foi licitada, a rodovia não proporcionava retorno acima da taxa de juro, então em 55% ao ano. Foram necessários dez anos para que a CCR visse seu investimento se tornar rentável. O horizonte das novas concessões é bem mais atraente. No ano passado, a empresa ganhou a licitação para operar o trecho oeste do rodoanel paulista e agora prevê retorno de 11,25% ao ano. "Quando entro numa concessão, faço uma aposta na estabilidade do país. Por isso, a queda dos juros e da inflação é o melhor dos mundos para nós", diz Renato Valle, presidente da CCR.

Quem ainda está um pouco distante de sentir mais profundamente o impacto da queda dos juros são as redes de varejo. De forma genérica, elas se limitam a esperar um aumento nas vendas. Mas a mudança que poderia provocar um boom de consumo - a queda das taxas finais ao consumidor - é ainda difícil de vislumbrar. "O estímulo virá aos poucos, à medida que o consumidor assimilar o significado dos juros menores para suas finanças e pressionar por eles", diz Fábio Pina, economista-chefe da Federação do Comércio de São Paulo. "A redução dos juros na ponta do consumo é uma luta intestina, que vai levar tempo, talvez mais uma década." Um cálculo feito pela Fecomércio indica que, só de spread, pessoas e empresas no país pagaram 130 bilhões de reais no ano passado. Se o spread for reduzido em 25%, serão liberados 30 bilhões para o consumidor.

Por ora, os grandes varejistas estão avaliando como sustentar os lucros num cenário de juros menores. Uma das providências é aumentar o giro dos estoques. Outra é uma administração financeira mais acurada. Não há consenso sobre o melhor meio de fazer isso. Uma alternativa é a montagem de bancos pelo varejo. A Lojas Renner anunciou em novembro a intenção de abrir o próprio banco. Os resultados do Carrefour mostram que essa estratégia pode fazer sentido. O lucro do Banco Carrefour, criado para centralizar os serviços financeiros da rede, cresceu de 66 milhões de reais em 2007 para 157 milhões no ano passado. Nesse período, o Carrefour passou a oferecer cartões de crédito Visa e cinco novas modalidades de seguro. Por outro lado, muitas redes brasileiras estão fazendo parceria com bancos. É o caso da Casas Bahia, associada ao Bradesco, e do Magazine Luiza, ao Itaú Unibanco. A última a adotar essa solução foi a C&A, que acaba de vender o banco Ibi ao Bradesco. De acordo com José Dutra Vieira Sobrinho, professor da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo, o modelo de negócios fará pouca diferença para o consumidor. Para ele, mais importantes são o aumento da competição e uma mudança cultural nos hábitos de compra dos brasileiros, em sua maioria resignados a pagar qualquer prestação que caiba em seu bolso. "No varejo em geral, os consumidores aceitam juros de até 60% ao ano e as empresas não sofrem pressão para cortar taxas", diz Vieira Sobrinho. "Já o financiamento de veículos tem os menores juros porque o setor é competitivo, e o consumidor, exigente."

A situação do varejo deixa claro que, para que o Brasil realmente se firme num patamar considerado normal - com taxas de juro real na casa de 2% a 4% ao ano, como os praticados no México e no Chile -, será preciso remover o entulho deixado pelos tempos de inflação alta e adotar medidas efetivas para diminuir os spreads. "Acho difícil termos juros iguais aos do México com a carga tributária aqui de 36% do PIB, enquanto lá eles arcam com 25% do PIB", afirma o economista Samuel Pessoa, da Fundação Getulio Vargas. "Mas, se sairmos da crise com uma média de juros de 1,5 ponto percentual abaixo da anterior, isso ajudará os investimentos." Há, portanto, uma mudança de qualidade na situação a ser enfrentada."Os problemas que temos agora são bons", diz o ex-presidente do Banco Central Gustavo Franco, sócio da Rio Bravo Investimentos. "Porém colocam o país frente à necessidade de uma agenda mais objetiva sobre o rumo a tomar. Isso claramente não existe hoje." A tarefa não é simples. Provavelmente é coisa para uma geração. Mas ela poderá alçar - afinal - o Brasil ao grupo de nações desenvolvidas. E essa oportunidade é algo que não podemos nos dar ao luxo de desperdiçar.

Revista EXAME

Por Malu Gaspar
http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0945/economia/vamos-ganhar-juro-baixo-476588.html





Links Relacionados

Veja nosso menu de DICAS


O que vamos ganhar com o juro baixo | Os riscos da Estadolatria para o futuro do Brasil | Balanços apontam início da recuperação | Desencontro entre escola e trabalho | Chegou a hora da colheita | Não é o que parece | É preciso reestatizar o Estado, diz Armínio | Brasil, uma contradição ambulante | Oportunidades que nascem das ameaças | Brasileiro é 80% europeu, indica estudo

VoltarTopo da PáginaImprimir

Termos de Uso - Aviso Legal
Copyright © 2001-2009 Financenter - Todos os direitos reservados.